Portugal has two visas for those who don't need local employment to support themselves: the D7 and the D8. Confusion between them is common — and understandable, because both allow living in Portugal with income generated outside the country. The difference lies in the origin and nature of that income, and in the profile of the holder.
D7 — For passive income and established situations
The D7 was created in 2007 for retirees and rentiers — people with regular income from passive sources such as pensions, rents, dividends, or interest. Over time, it also came to cover professionals with remote work contracts for foreign companies, though that was not the original intent of the visa.
Income reference: approximately €1,020/month for the main applicant (equivalent to the national minimum wage in 2026), with additions for family members.
Ideal profile: retiree with a foreign pension; property owner with regular rental income; investor with dividends; professional combining income from several passive sources.
D8 — For remote workers and digital nomads
The D8, created in 2022, was designed specifically for the profile that the D7 did not cover clearly: professionals who work remotely for a single foreign company (as employees) or for international clients (as freelancers). The legislator's intent was to create a more precise legal framework for this growing reality.
Income reference: approximately €3,480/month — four times the national minimum wage in 2026. This is significantly higher than the D7.
Ideal profile: employee of a foreign company working 100% remotely; freelancer with service contracts for clients outside Portugal; digital nomad with active work income.
Direct comparison: the decisive criteria
Type of income
This is the most important distinction. The D7 is more suitable for passive income — which exists independently of the holder's activity (pensions, rents, dividends). The D8 is more suitable for active work income — which results from ongoing professional activity, even if carried out remotely.
Minimum income reference
The D7 points to ~€1,020/month; the D8 to ~€3,480/month. This difference is significant. A professional with €2,000/month in income may struggle to qualify for the D8 but qualify easily for the D7.
Supporting documentation
For the D7, proof of income is typically provided through bank statements, pension receipts, or income declarations. For the D8, the remote work relationship must be actively demonstrated — contract with a foreign company, issued invoices, or service agreements with international clients.
Flexibility for freelancers
The D8 was explicitly designed for freelancers with clients outside Portugal, making it more suitable for this profile than the D7, where the framework for self-employed work is less straightforward.
When the D7 may be better even for remote workers
There are situations where the D7 may be the more pragmatic choice even for professionals with some remote work component:
When remote work income is below €3,480/month but above €1,020/month — the D7 may qualify, the D8 probably won't
When income is mixed (some remote work + passive income) and the total qualifies for the D7
When the consulate in the country of residence has longer waiting times for the D8 than for the D7
Stay in Portugal: the same for both
Both the D7 and the D8 presuppose effective residency in Portugal. AIMA requires that Portugal be the holder's primary country of residence — which means spending most of the year in the country. Prolonged absences jeopardise renewal in both cases.
Still unsure which visa fits your income and work profile?
The right choice between D7 and D8 depends on how you earn, how much you earn, and how you work. Our team can help you identify which route makes sense for your situation.
Portugal tem dois vistos que se destinam a quem não precisa de emprego local para se sustentar: o D7 e o D8. A confusão entre os dois é comum — e compreensível, porque ambos permitem viver em Portugal com rendimentos gerados fora do país. A diferença está na origem e na natureza desses rendimentos, e no perfil de quem os detém.
D7 — Para rendimentos passivos e situações estabelecidas
O D7 foi criado em 2007 para reformados e rentistas — pessoas com rendimentos regulares de fontes passivas como pensões, arrendamentos, dividendos ou juros. Com o tempo, passou também a abranger profissionais com contratos de trabalho remoto para empresas estrangeiras, embora essa não fosse a intenção original do visto.
Referência de rendimento: aproximadamente 1.020€/mês para o requerente principal (equivalente ao salário mínimo nacional em 2026), com acréscimos para família.
Perfil ideal: reformado com pensão estrangeira; proprietário de imóveis com rendas regulares; investidor com dividendos; profissional que combina rendimentos de várias fontes passivas.
D8 — Para trabalhadores remotos e nómadas digitais
O D8, criado em 2022, foi desenhado especificamente para o perfil que o D7 não cobria com clareza: profissionais que trabalham remotamente para uma única empresa estrangeira (como empregados) ou para clientes internacionais (como freelancers). A intenção do legislador foi criar um enquadramento legal mais preciso para esta realidade crescente.
Referência de rendimento: aproximadamente 3.480€/mês — quatro vezes o salário mínimo nacional em 2026. É significativamente mais elevado do que o D7.
Perfil ideal: empregado de empresa estrangeira a trabalhar 100% remotamente; freelancer com contratos de prestação de serviços para clientes fora de Portugal; nómada digital com rendimentos activos de trabalho.
Comparação directa: os critérios decisivos
Tipo de rendimento
Esta é a distinção mais importante. O D7 é mais adequado para rendimentos passivos — que existem independentemente da actividade do titular (pensões, rendas, dividendos). O D8 é mais adequado para rendimentos activos de trabalho — que resultam de uma actividade profissional continuada, mesmo que exercida remotamente.
Referência de rendimento mínimo
O D7 aponta para ~1.020€/mês; o D8 para ~3.480€/mês. Esta diferença é significativa. Um profissional com rendimento de 2.000€/mês pode ter dificuldade em qualificar para o D8 mas qualificar facilmente para o D7.
Documentação de suporte
No D7, a prova de rendimento é tipicamente feita com extractos bancários, recibos de pensão, ou declarações de rendimentos. No D8, é necessário demonstrar activamente a relação de trabalho remoto — contrato com empresa estrangeira, facturas emitidas, ou acordos de prestação de serviços com clientes internacionais.
Flexibilidade para freelancers
O D8 foi explicitamente desenhado para freelancers com clientes fora de Portugal, o que o torna mais adequado para este perfil do que o D7, onde o enquadramento do trabalho independente é menos directo.
Quando o D7 pode ser melhor mesmo para quem trabalha remotamente
Há situações em que o D7 pode ser a escolha mais pragmática mesmo para profissionais com alguma componente de trabalho remoto:
Quando o rendimento de trabalho remoto é inferior a 3.480€/mês mas superior a 1.020€/mês — o D7 pode qualificar, o D8 provavelmente não
Quando os rendimentos são mistos (algum trabalho remoto + rendimentos passivos) e o total qualifica para o D7
Quando o consulado do país de residência tem tempos de espera mais longos para o D8 do que para o D7
Permanência em Portugal: igual nos dois casos
Tanto o D7 como o D8 pressupõem residência efectiva em Portugal. A AIMA exige que Portugal seja o país de residência principal do titular — o que implica passar a maior parte do ano no território. Ausências prolongadas comprometem a renovação em ambos os casos.
Ainda com dúvidas sobre qual o visto certo para o seu perfil de rendimentos e trabalho?
A escolha entre D7 e D8 depende de como ganha, quanto ganha e como trabalha. A nossa equipa pode ajudá-lo a identificar qual a via que faz sentido para a sua situação.