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Golden Visa · Analysis
Is the Golden Visa still worth it after the citizenship law change?
By CEO — Bruna BarretoJune 2026
The question everyone is asking
Since the new nationality law came into force in May 2026, this is probably the most frequently asked question by anyone considering the Golden Visa: is it still worth it? With naturalization timelines extended — seven years for EU and CPLP citizens, ten years for everyone else — many people are questioning whether the program still makes sense.
The honest answer is: it depends. It depends on what each person is looking for, their time horizon, and their concrete objectives. What changed was one specific aspect of the program — the path to citizenship became longer. Everything else remained the same.
What the Golden Visa offers that hasn't changed
Before answering whether it's worth it, it's useful to recall what the Golden Visa actually provides, independent of the nationality law:
Legal residency in Portugal with minimal stay requirements — on average, seven days per year.
Free movement across the Schengen area — 27 European countries with no border controls.
The right to work and study in Portugal for the main holder and included family members.
Access to the Portuguese public healthcare and education systems, on the same terms as national residents.
The ability to include family members in the same application — spouse, dependent children, and, under certain conditions, parents.
None of this was changed by the nationality law amendment. Someone obtaining a Golden Visa today has exactly the same residency rights as before.
Who the Golden Visa still makes strong sense for
There are applicant profiles for whom the nationality law change has minimal or no impact on their assessment of the program:
Those seeking European mobility without living in Portugal full-time. For a business owner, investor, or professional who wants to enter and exit Europe freely, move across the continent without visa restrictions, and have a legal residency base without abandoning their current life, the Golden Visa remains one of the most efficient options available.
Those with a long-term planning horizon. Seven or ten years may sound like a long time viewed from today, but for those thinking about the next generation — or simply building a residency alternative for the future — the extended timeline is not necessarily an obstacle.
Families who want to open European education options for their children. Children included in the Golden Visa have access to European universities as residents, which can represent a very significant practical advantage — regardless of when (or whether) the family eventually applies for citizenship.
Those with another citizenship route running in parallel. Some Golden Visa holders are simultaneously exploring citizenship by descent — if they have Portuguese grandparents or great-grandparents — which is a completely separate route with very different timelines. In these cases, the Golden Visa serves primarily as a mobility guarantee while the other process unfolds.
Who faces a more significant recalculation
The change matters most for those who had the Golden Visa as their primary and fastest path to a European passport, with a clear five-year horizon. For this profile, the extended timeline requires a revision of their planning.
That doesn't necessarily mean abandoning the program — it may mean complementing it with other steps, such as investigating entitlement to citizenship by descent, exploring alternative residency routes with different naturalization timelines, or simply revisiting the calendar of personal objectives.
An honest comparison with the alternatives
To put the question in perspective, it's worth briefly looking at what alternatives exist in 2026:
Malta shut down its citizenship-by-investment program following European pressure. Cyprus reopened under limited conditions, but within a still-uncertain regulatory framework. Greece, Spain, and other European countries have Golden Visa programs, but without the same family-inclusion rights and with different requirements. And traditional residency programs (such as Portugal's own D7) now have naturalization timelines — under the new law — identical to the Golden Visa, but with far more demanding physical presence requirements.
Viewed in this context, the Portuguese Golden Visa remains one of the most complete programs in Europe, not because it is perfect, but because the closest direct alternative no longer exists.
The shift that really matters to assess
What the new nationality law effectively did was reposition the Golden Visa. It is no longer the fastest path to European citizenship — it is now, above all, one of the most flexible European residency mechanisms available in the market. For those who understand this distinction and identify with the second profile, the program continues to hold considerable value. For those who were seeking primarily the speed of a passport, the picture requires more careful thought.
Not sure which path makes sense for your profile?
The right residency route depends on your objectives, nationality, and timeline. If you'd like to think through the options for your specific situation, our team is available to help.
Desde que a nova lei da nacionalidade entrou em vigor, em maio de 2026, esta é provavelmente a questão mais colocada por quem está a ponderar o Golden Visa: vale ainda a pena? Com os prazos de naturalização alargados — sete anos para cidadãos da UE e da CPLP, dez anos para os demais — muita gente questiona se o programa continua a fazer sentido.
A resposta honesta é: depende. Depende do que cada pessoa procura, do seu horizonte temporal e dos seus objectivos concretos. O que mudou foi um aspecto específico do programa — o caminho para a cidadania ficou mais longo. O que não mudou foi tudo o resto.
O que o Golden Visa oferece que não mudou
Antes de responder à pergunta "vale a pena?", é útil recordar o que o Golden Visa realmente proporciona, independentemente da lei da nacionalidade:
Residência legal em Portugal com obrigação mínima de permanência — em média, sete dias por ano.
Livre circulação no espaço Schengen — 27 países europeus sem controlos de fronteira.
Direito de trabalhar e estudar em Portugal para o titular e família incluída.
Acesso ao sistema de saúde e educação pública portuguesa, nas mesmas condições que os residentes nacionais.
Possibilidade de incluir a família no mesmo processo — cônjuge, filhos dependentes e, em certas condições, os pais.
Nada disto foi alterado pela mudança na lei da nacionalidade. Quem obtém um Golden Visa hoje continua a ter exactamente os mesmos direitos de residência que tinha antes.
Para quem o Golden Visa continua a fazer muito sentido
Há perfis de candidatos para quem a mudança na lei da nacionalidade tem um impacto mínimo ou nulo na avaliação do programa:
Quem procura mobilidade europeia sem viver em Portugal a tempo inteiro. Para um empresário, investidor ou profissional que quer poder entrar e sair da Europa sem restrições de visto, circular livremente pelo continente e ter uma base legal de residência sem abandonar a sua vida actual, o Golden Visa continua a ser uma das opções mais eficientes disponíveis.
Quem tem um horizonte de planeamento de longo prazo. Sete ou dez anos pode parecer muito tempo visto de hoje, mas para quem está a pensar na próxima geração — ou simplesmente a construir uma alternativa de residência para o futuro — o prazo alargado não é necessariamente um obstáculo.
Famílias que querem dar opções de educação europeia aos filhos. Filhos incluídos no Golden Visa têm acesso às universidades europeias em condições de residente, o que pode representar uma vantagem prática muito significativa — independentemente de quando (ou se) a família vai pedir a cidadania.
Quem tem outra via para a cidadania a decorrer em paralelo. Alguns titulares de Golden Visa estão simultaneamente a investigar cidadania por ascendência — se têm avós ou bisavós portugueses — o que é uma via completamente separada e com prazos muito distintos. Nesses casos, o Golden Visa serve sobretudo como garantia de mobilidade enquanto o outro processo decorre.
Para quem o cálculo mudou de forma mais significativa
A mudança é mais relevante para quem tinha o Golden Visa como caminho principal e mais rápido para o passaporte europeu, com um horizonte de cinco anos bem definido. Para este perfil, o alargamento do prazo obriga a uma revisão do planeamento.
Isso não significa necessariamente abandonar o programa — pode significar complementá-lo com outras diligências, como investigar o direito à cidadania por ascendência, explorar vias de residência alternativas com percursos de naturalização distintos, ou simplesmente rever o calendário de objectivos pessoais.
Uma comparação honesta com as alternativas
Para colocar a questão em perspectiva, vale a pena olhar brevemente para o que existe de alternativo em 2026:
Malta encerrou o seu programa de cidadania por investimento após pressão europeia. O Chipre reabriu condições limitadas, mas com um enquadramento regulatório ainda incerto. A Grécia, a Espanha e outros países europeus têm programas de Golden Visa, mas sem os mesmos direitos de família incluída e com requisitos distintos. E os programas de residência tradicionais (como o D7 português) têm prazos de naturalização que, com a nova lei, são os mesmos que o Golden Visa — mas com requisitos de permanência muito mais exigentes.
Visto neste contexto, o Golden Visa português continua a ser um dos programas mais completos da Europa, não porque seja perfeito, mas porque a alternativa directa mais próxima deixou de existir.
A mudança que realmente importa avaliar
O que a nova lei da nacionalidade fez foi, essencialmente, reposicionar o Golden Visa. Deixou de ser o caminho mais curto para a cidadania europeia — e passou a ser, sobretudo, um dos mecanismos mais flexíveis de residência europeia disponíveis no mercado. Para quem compreende esta distinção e se identifica com o segundo perfil, o programa continua a ter muito valor. Para quem procurava exclusivamente a rapidez do passaporte, o cenário exige mais reflexão.
Não tem a certeza de qual o caminho mais indicado para o seu perfil?
A via de residência mais adequada depende dos seus objectivos, da sua nacionalidade e do seu horizonte temporal. Se quiser pensar nas opções para a sua situação específica, a nossa equipa está disponível.