The D8 visa was created in 2022 to address a reality that the D7 did not cover well: the growth of digital nomads and professionals working remotely for foreign companies while living in Portugal. Technically, remote work income can be declared under the D7, but the D8 was designed specifically for this profile — with adapted requirements and a clearer legal framework for those working as employees or freelancers for clients outside Portugal.
Who can apply for the D8
The D8 is for non-EU citizens who:
Work remotely as employees for a company or entity based outside Portugal; or
Are freelancers or independent service providers with clients predominantly outside Portugal
The visa is not for those who intend to seek local employment in Portugal — other visa types exist for that. The D8 presupposes that the income source already exists and is established before the application.
Income requirements in 2026
Like the D7, the D8 has no legally fixed minimum, but the practical reference points to monthly income of at least €3,480 — corresponding to four times the national minimum wage in 2026. This is the benchmark that Portuguese consulates most frequently use to assess income sufficiency for the D8.
For freelancers, income can be demonstrated through bank statements, service contracts, issued invoices, or income declarations from the country of origin. For employees, an employment contract with a foreign company and the last few payslips are typically sufficient.
Note: the assessment of income for the D8 can vary between consulates. Some consulates have been more flexible in their interpretation of this requirement than others. Confirm the criteria applied by the consulate in your country of residence before submitting.
Documents required
Valid passport
Recent passport-type photograph
Proof of remote professional activity (employment contract with a foreign entity, or service contracts with clients outside Portugal)
Proof of income from the last three to six months (bank statements, payslips, or invoices)
Proof of accommodation in Portugal
Health insurance with coverage in Portugal
Apostilled criminal record, issued within the last three months
Portuguese NIF
D8 vs D7: which to choose for remote work
This is a frequent question. The most relevant practical distinction lies in the type of income and professional profile. The D7 is more suitable for truly passive income — pensions, rents, dividends — or for situations where remote work represents a minor component of total income. The D8 is more appropriate for those whose primary income source is remote work, whether as an employee of a foreign company or as a freelancer with international clients. Read our detailed comparison at D7 vs D8: which is the best visa for remote workers.
Stay in Portugal and renewal
The D8 presupposes effective residency in Portugal — similar to the D7. The initial visa is valid for four months (to apply for the residency permit from AIMA after arrival), and the issued residence permit is valid for two years, renewable. Prolonged absences from the country can jeopardise renewal.
Portugal as a destination for digital nomads: the broader context
Portugal has become one of Europe's most attractive destinations for digital nomads in recent years — with Lisbon and Porto consistently at the top of global rankings. The relatively accessible cost of living compared to other Western European countries, quality of life, climate, and coworking infrastructure are contributing factors. The D8 was created precisely to formalise this reality and offer a clear legal framework to those who want to make Portugal their base.
Not sure if the D8 or D7 fits your situation better?
The right visa depends on your employment arrangement, income type, and plans for living in Portugal. Our team can help you identify the best route.
O visto D8 foi criado em 2022 para responder a uma realidade que o D7 não cobria bem: o crescimento dos nómadas digitais e dos profissionais que trabalham remotamente para empresas estrangeiras enquanto vivem em Portugal. Tecnicamente, o trabalho remoto pode ser declarado no D7, mas o D8 foi desenhado especificamente para este perfil — com requisitos adaptados e um enquadramento legal mais claro para quem trabalha por conta de outrem ou como freelancer para clientes fora de Portugal.
Quem pode candidatar-se ao D8
O D8 destina-se a cidadãos não-comunitários que:
Trabalhem remotamente por conta de outrem para uma empresa ou entidade com sede fora de Portugal; ou
Sejam freelancers ou prestadores de serviços independentes com clientes predominantemente fora de Portugal
O visto não se destina a quem pretende procurar emprego local em Portugal — para isso existem outros tipos de visto. O D8 pressupõe que a fonte de rendimento já existe e está estabelecida antes da candidatura.
Requisitos de rendimento em 2026
Tal como o D7, o D8 não tem um valor mínimo legalmente fixado, mas a referência prática aponta para rendimentos mensais de pelo menos 3.480 euros — correspondentes a quatro vezes o salário mínimo nacional em 2026. Esta é a referência que os consulados portugueses utilizam com mais frequência para avaliar a suficiência de rendimentos no D8.
Para freelancers, o rendimento pode ser demonstrado através de extractos de conta, contratos de prestação de serviços, facturas emitidas, ou declarações de rendimentos do país de origem. Para trabalhadores por conta de outrem, um contrato de trabalho com empresa estrangeira e os últimos recibos de vencimento são habitualmente suficientes.
Nota: a avaliação de rendimentos no D8 pode variar entre consulados. Alguns consulados têm sido mais flexíveis na interpretação deste requisito do que outros. Confirme os critérios aplicados pelo consulado do seu país de residência antes de submeter.
Documentos necessários
Passaporte válido
Fotografia recente tipo passe
Comprovativo de actividade profissional remota (contrato de trabalho com entidade estrangeira, ou contratos de prestação de serviços com clientes fora de Portugal)
Comprovativo de rendimentos dos últimos três a seis meses (extractos bancários, recibos de vencimento, ou facturas)
Comprovativo de alojamento em Portugal
Seguro de saúde com cobertura em Portugal
Registo criminal apostilado, emitido há menos de três meses
NIF português
D8 vs D7: qual escolher para trabalho remoto
Esta é uma dúvida frequente. A distinção prática mais relevante está no tipo de rendimento e no perfil profissional. O D7 é mais adequado para rendimentos verdadeiramente passivos — pensões, rendas, dividendos — ou para situações em que o trabalho remoto representa uma componente menor do rendimento total. O D8 é mais adequado para quem tem no trabalho remoto a fonte principal de rendimento, seja como empregado de empresa estrangeira ou como freelancer com clientes internacionais. A leitura da nossa comparação detalhada em D7 vs D8: qual o melhor visto para quem trabalha remotamente pode ajudar a clarificar.
Permanência em Portugal e renovação
O D8 pressupõe residência efectiva em Portugal — à semelhança do D7. O visto inicial tem validade de quatro meses (para solicitar a autorização de residência junto da AIMA após a chegada), e o título de residência emitido tem validade de dois anos, renovável. Ausências prolongadas do território podem comprometer a renovação.
Portugal como destino para nómadas digitais: o contexto mais amplo
Portugal tornou-se um dos destinos europeus mais atractivos para nómadas digitais nos últimos anos — com Lisboa e o Porto consistentemente no topo das listas globais. O custo de vida relativamente acessível face a outros países europeus ocidentais, a qualidade de vida, o clima, e a infraestrutura de coworking são factores que contribuem para isso. O D8 foi criado precisamente para formalizar esta realidade e oferecer um enquadramento legal claro a quem quer fazer de Portugal a sua base.
Não tem a certeza se o D8 ou o D7 se adequa melhor à sua situação?
O visto certo depende do seu tipo de contrato, da origem do rendimento e dos seus planos de residência em Portugal. A nossa equipa pode ajudá-lo a identificar a melhor via.