Quando alguém pergunta "quanto custa o Golden Visa?", a resposta depende muito do que se está a incluir na conta. O componente mais óbvio é o investimento em si — mas há taxas governamentais, honorários profissionais e custos operacionais que fazem parte do processo e que convém conhecer desde o início para não haver surpresas.
Este artigo desdobra cada componente de custo, com os valores aplicáveis em 2026.
O capital de investimento é, de longe, o maior custo associado ao Golden Visa. Em 2026, as principais vias e os respetivos valores mínimos são:
Importante: estes valores são os mínimos legais e podem ser revistos por portaria governamental. Confirme sempre os valores em vigor antes de avançar com qualquer transferência. No caso dos fundos, o valor investido é detido pelo investidor — não é uma taxa; é capital que permanece seu, sujeito ao desempenho do fundo.
A submissão do pedido de Golden Visa implica o pagamento de taxas à AIMA. Em 2026, as taxas aplicáveis incluem:
Os valores exactos das taxas AIMA são actualizados periodicamente — em 2026, situam-se em várias centenas de euros por pessoa, dependendo do tipo de pedido. Para valores actualizados ao momento da candidatura, consulte o portal oficial da AIMA ou solicite a informação ao seu advogado.
O Golden Visa é um processo que envolve documentação legal, coordenação com a AIMA, validação do investimento e, em muitos casos, a representação do candidato por procuração quando este não pode estar presente em Portugal. Os honorários de advogado variam consoante a complexidade do processo, o número de membros da família incluídos e o escritório escolhido.
De forma geral, escritórios especializados em imigração por investimento cobram honorários que podem ir de alguns milhares de euros para processos mais simples até valores superiores para processos mais complexos com vários membros de família ou situações jurídicas atípicas. Desconfie de honorários demasiado baixos em processos desta natureza — a qualidade do acompanhamento jurídico tem um impacto direto na previsibilidade do prazo.
A candidatura ao Golden Visa exige documentos do país de origem do candidato — certidão de nascimento, registo criminal, entre outros — que têm de ser apostilados ou legalizados por via consular. Os custos variam consoante o país de origem e os serviços de apostilagem disponíveis, mas podem incluir taxas de apostilagem, traduções juradas e custos de envio de documentos.
A abertura de conta bancária em Portugal por não-residente pode implicar uma taxa de abertura e manutenção, variável consoante o banco escolhido. A transferência internacional do capital de investimento pode também implicar custos de câmbio e comissões de transferência, dependendo do banco de origem e da moeda de partida.
O processo não termina com a emissão do primeiro cartão. A renovação após dois anos e as subsequentes renovações implicam o pagamento de novas taxas AIMA e, habitualmente, honorários de advogado para a gestão do processo. O investimento, por sua vez, tem de se manter durante o período de vigência do Golden Visa.
Para um candidato individual, sem família incluída, utilizando a via dos fundos CMVM, o custo total do processo (excluindo o capital de investimento) situa-se tipicamente entre 10.000 e 25.000 euros em taxas, honorários e despesas, dependendo da complexidade da situação e dos prestadores escolhidos. O capital de investimento de 500.000 euros é adicional e mantido pelo investidor.
Para processos com família incluída, os custos de taxas e honorários aumentam proporcionalmente ao número de membros adicionais. Para processos com situações jurídicas atípicas — como documentos de países com processos de legalização complexos — os custos e prazos podem ser superiores.
Os custos variam consoante a via de investimento, o número de membros da família e o país de origem dos documentos. A nossa equipa pode ajudá-lo a traçar um orçamento realista.
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